Algumas considerações sobre
a longa tragetória da dança
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A palavra dança, danza, dance, deriva da palavra tranz que,em sâncrito significa “tensão”. Tão antiga quanto o homen, a dança foi inicialmente utilizada para rogar favores aos deuses ou homenageá-los, e ainda proporcionar destreza para a guerra ou para a caça, dar vazão a sentimentos pessoais de fé ou expansões ligadas a acontecimentos de grupos sócias.

De início, o homem via na dança uma forma de conseguir êxito em seus empreendimentos, desenvolver um instinto guerreiro, assegurar a saúde, dirigir-se aos seres sobrenaturais. Só mais tarde, a dança passou a ser utilizada como recreação, motivo de prazer a quem a pratica e diversão aos que assistem.

Balaio

Dança constituída por duas partes distintas: uma sapateada e com sarandeios, apresentando características do ciclo do fandango e outra com o girar de rodas concêntricas que apresenta as características das contradanças, com a peculiaridade de quem canta e dança se processam simultaneamente, não havendo interrupção da dança para a execução do canto. A respeito da melodia do balaio, Augusto Meyer em seu “ Guia do Folclore Gaúcho” nos afirma: “O balaio é brasileiro da gema e procede do nordeste. Chula baiana ou Lundu pernambucano, entrou nos fandangos do sul sem perder a marca original, como o atestam a redundância da negativa em: ‘não quero balaio não' e a coincidência quase perfeita de algumas estrofes com as versões colhidas em Pernambuco e na Bahia por Pereira da Costa e Vale Cabral”.

Tatu de Volta no Meio

Transcrevemos aqui, o texto do Manual de Danças Gaúchas: “O ‘Tatu' era uma das cantigas do fandango gaúcho (entremeadas de sapateados). Como acentuou Augusto Meyer ‘o Tatu é o mais longo e sem dúvidas o mais importante dos nossos cantos populares'. Realmente, mesmo após o desaparecimento das danças sapateadas, continuou o Tatu a existir, sob a forma de uma ‘décima' popular em todo o Rio Grande do Sul (chama-se ‘décima', nesse estado, a uma história contada em verso)... ...devido à popularidade com que se cantou a história do Tatu, no Rio Grande do Sul, observou-se, nessa dança do fandango, algo bastante curioso: chegou uma época em que o sapateado passou a se executar simultaneamente com a execução do canto – numa exceção à regra geral de que o canto interrompe a dança no fandango.

Tirana do Lenço

Dança que possui todas as características do ciclo do fandango. Segundo o informante Estácio José Pacheco, a dança podia ser interrompida ao fim de cada figura para que fossem recitadas quadrilhas, ou o violeiro entoasse uma daquelas tradicionais cantigas da Tirana. Geralmente, a Tirana do Lenço se processava sem interrupção, mas de qualquer forma, jamais o canto se ouvia simultaneamente com execução da dança. Durante a execução do levante, os dançarinos, se já não estiverem posicionados, dispõe-se independentemente nos lugares iniciais (peão lugar A e prenda lugar B (frente à frente).

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